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domingo, 25 de junho de 2017

Servidores vivem drama após um ano de calamidade financeira no RJ

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Casal de aposentados tem dívida de R$ 20 mil e nome sujo na praça.
Primeira bailarina do Teatro Municipal, que é do estado, decide deixar país.


O decreto de calamidade financeira do Rio completou um ano. Mas a calamidade está longe do fim. Os servidores do estado só receberam essa semana uma parcela do salário de abril. E foram apenas R$ 300.
Uma vida inteira dedicada ao trabalho. Maria Fátima e José entram e saíram do serviço público com o nome limpo. Mas justamente agora, que estão aposentados...
“O meu nome agora infelizmente tá sujo”, lamenta Maria de Fátima.
Eles estão entre os aposentados e pensionistas que ainda não receberam o 13º. E os benefícios de abril e maio também não entraram na conta.
O Jornal Nacional foi à casa da dona Maria Fátima e do seu José, em 2016. E a situação que encontrou foi a que mostrou a repórter Lilia Teles: contas atrasadas. Pouco mais de um ano depois as coisas ficaram ainda piores porque, claro, as contas foram se acumulando.
Seu José sofre de mal de Parkinson e os remédios custam caro. Pelo menos a casa é própria. Eles calculam que a dívida já esteja em R$ 20 mil. Uma humilhação para quem sempre prezou pela honestidade.
“Uma vida de sacrifício, e hoje em dia na minha velhice que eu trabalhei, continuo trabalhando”, relata a servidora aposentada Maria Fátima Costa.
Essa tem sido a vida de boa parte dos aposentados, pensionistas, e funcionários da ativa. E também de muitos fluminenses que dependem dos serviços essenciais do estado. Agora em junho, o decreto de calamidade financeira pelo governo estadual completou um ano. Mas os cofres seguem vazios.
“É uma crise extremamente complexa e que não há saída a curto prazo, sem a participação federal. Você teve aí erros que aconteceram. Do ponto de vista criminal, têm que ser punidos, tão sendo. Do ponto de vista da estratégia, tem que pensar pra frente”, explica o economista da UFRJ Mauro Osório.
Não tem disciplina que resista a tanta dificuldade. Márcia é primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio, que é mantido pelo estado. Em maio, ela, os colegas artistas e os funcionários fizeram um protesto diferente nas escadarias do teatro. Até agora eles receberam apenas uma parte do salário de abril.
Márcia não consegue mais esperar. E ela resolveu ir embora.
“Eu estou indo para a Áustria em julho. Juntou uma grande oportunidade de trabalhar num lugar diferente, num palco diferente, continuar a minha carreira com a crise que o estado está vivendo”, diz a bailarina Marcia Jaqueline Araújo.
A despedida foi no palco do Municipal dançando Carmina Burana, na esperança de que os colegas que ficam tenhas dias melhores.
O governo do Rio informou que espera regularizar o pagamento dos salários dos servidores estaduais o mais rapidamente possível.
fonte: O Globo

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